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quarta-feira, 3 de maio de 2023

PROTESTO! poesia FILHOS DO BRASIL


FILHOS DO BRASIL

Como pode o mundo
Sobreviver aos cuidados mundanos
De pessoas sem brios
Pensamentos insanos
Falta de escrúpulos
Convocando discípulos
Tão facilmente.
Gente que mente
Engana trapaça.
Mata e acha graça
Destrói as famílias
São ilhas
Nadando em dinheiro
Sem fedor nem cheiro
Horríveis demais
Lembram funerais
De adolescentes
Tão jovens e dementes
Loucos por crack
Maconha, heroína e... Fraque
No corpo de um figurão
Com iate, status e avião.
Que não liga pro pobre coitado
Que sempre acaba algemado
Por vender sua mercadoria
Divulgando a própria caligrafia
Por abastecer o seu copo
Com o melhor dos “Wisky importado”
Como pode o Brasil
Sobreviver aos cuidados mundanos
De gente por baixo dos panos
Contando fortunas, riqueza.
E muitos sem nada na mesa
Roubando pra ganhar o pão
Afinal, exemplo já teve.
Que pena! Pátria minha em greve
Dormindo, de novo, na corrupção!

Katia Gobbi

terça-feira, 2 de maio de 2023

OLHAR DE FOGO - Conto

Na madrugada fria, algo a despertou. Não soube ao certo o que a fez sobressaltar-se. Sentou-se na cama, assustada, olhou através da janela do quarto e, aguçando os ouvidos, nada ouviu além do ruído forte dos trovões e da chuva que caia, abundantemente lá fora, onde a escuridão predominava na paisagem. Mesmo assim, não conseguiu mais dormir, quase certa de que estava em perigo.


Horas se passaram e ela continuou sentada na cama, abraçada às próprias pernas, só esperando o dia amanhecer. Mas antes que o sol despontasse no horizonte, ouviu um barulho estranho, vindo de longe, fazendo-a levantar-se e dirigir-se à porta de entrada da casa, automaticamente, como se uma força estranha a estivesse manipulando, como se não soubesse o que estava fazendo. Girou a maçaneta, abriu a porta e saiu.


Logo, a chuva caiu pesadamente sobre ela, encharcando completamente sua roupa de dormir, machucando seu rosto com pingos grossos e gelados. Os pés, descalços na relva, estavam como que pisando em nuvens, adormecidos pelo transe, sem estímulos sensoriais, fazendo-a andar a esmo no meio do mato íngreme e assustador.

Parou ao chegar perto do rio, ouvindo o barulho da água e sentindo a terra firme e molhada debaixo dos pés. A chuva diminuiu aos poucos, nuvens carregadas dando lugar ao céu iluminado pela lua cheia.


Olhou ao seu redor, atenta pela primeira vez, desde que saíra de casa. A primeira coisa que chamou a atenção da moça foi uma pequena claridade a alguns metros dela. Uma luz brilhante, direcionada para o nada, iluminava as folhas molhadas das árvores. Adiantou-se, chegou até ela e a pegou, uma pequena luminária de mão, caída e acesa no chão.


Assustada e então consciente de onde estava, a garota Iluminou o caminho percorrido, começando a voltar por onde já havia passado. Ouviu passos atrás de si e parou de andar. Imóvel, ouviu as folhas estalando no chão, devagar. Recomeçou a caminhar sem olhar para trás. O barulho continuou ainda mais forte, enquanto ela apressou o passo.



Desesperando-se, correu cada vez mais rápido, mas o que a seguiu aumentou a velocidade, fazendo-a olhar para trás ao senti-lo perto demais. Então o viu, um enorme cão negro, com o tamanho de um urso e uma mandíbula afiada na boca entreaberta. E o mais assustador é que tinha os olhos vermelhos como fogo.


Não pode evitar o grito que saiu de sua garganta diante daquela visão. Tropeçou em seus próprios pés e caiu, para levantar-se rapidamente e recomeçar a correr. O animal estava cada vez mais perto, uivando horrorosamente à lua cheia, cada vez que ela se escondia por detrás das nuvens.


Tropeçou e caiu outra vez no chão forrado de folhas molhadas. Quando achou que estava perdida, prestes a ser pega, arranhada, devorada pelo gigante cão negro, fechou os olhos, sentindo o bafo dele em seu rosto, o hálito fétido e os grunhidos deixando-a imóvel, estirada no solo, de barriga para baixo até que não ouviu mais nada.


De repente, ele sumiu.


Ela se levantou, devagar, olhando à sua volta, sem reconhecer o ambiente em que estava. Com a luminária ainda em mãos, procurou vestígios para tentar encontrar o caminho de volta para casa e recomeçou a andar. Os pés descalços pisaram em uma poça com um líquido espesso que não parecia ser água. Parecia ser... Sangue! 
Chocada e com muito medo, iluminou o chão onde pisava e viu ao lado, as partes de um corpo estraçalhado pelas garras do animal.


Gritou com força, até que sentiu alguém tocar atrás de seus ombros com as mãos, virando-a para si.


A lua reapareceu e iluminou-o. Um homem alto e musculoso, envolto num manto com o capuz escondendo seu semblante e por alguns instantes, de cabeça baixa, enquanto ela se debatia e batia nele com os punhos serrados, tentando escapar de seus pulsos fortes.



Mas quando ele finalmente encarou a moça, olhando-a diretamente com seus olhos vermelhos como fogo, com o poder da hipnose em sua mente, ela acordou sobressaltada. Estava de volta à sua cama, em seu quarto, molhada de suor, com o livro “A Maldição da Lua Cheia” em seu peito.


Relembrando o pesadelo que tivera, aliviou-se percebendo que fora um sonho estranho e assustador. Mas, um sonho. Vendo que faltavam algumas horas para amanhecer, aconchegou-se na cama e adormeceu novamente.


Quando acordou de manhã, ouvindo batidas estranhas na porta, levantou-se e vestiu o roupão para abri-la. Para sua surpresa, cinco cãezinhos olhavam para ela de dentro de uma cesta de vime. Todos com olhos cor de fogo. 




Katia Gobbi

Música - M E M Ó R I A S - Katia Gobbi & Adalton Miguel - Vídeo


Querido leitor.

Essa é mais uma obra do meu amigo e músico parceiro Adalton Miguel Batista, cantor e compositor, a qual fui parceira com a poesia.

Sei que preciso falar
Não vou poder misturar
Seu sonho com o meu
Esse amor prescreveu
E a decisão não foi sua
Nem minha
Foi o destino que agiu
Que a essa distância induziu
Os corações que se tinham
Sem se importar com provas de amor
Não cabe no ar
O que eu sinto
E é tão obscuro
Não preciso fingir
Eu sei omitir
A falta que faz os momentos
Que eu tive seu calor
Tão vivo em memórias perdidas.
Não se mata um amor

Katia Gobbi

domingo, 30 de abril de 2023

Crônica - O DOM DE ESCREVER

Querido leitor.


Não são muitas as pessoas que tem o dom de escrever, não são todos os amantes da escrita que são peritos em linguagem, ou que não tem certa dificuldade na hora de montar um bom texto, não é mesmo?


Principalmente na língua portuguesa que é cheia de regras por causa da origem das palavras que não é nossa. Algumas de nossas palavras tem origem no latim, outras vem do espanhol, outras ainda, originam-se do inglês, do francês... São inúmeras as fontes e grande a influência cultural que originou nosso vocabulário.

E o estudo que foi feito das palavras da língua portuguesa é chamado de ETIMOLOGIA. 

A palavra etimologia, vem do grego étumos (real, verdadeiro) + logos (estudo, descrição, relato) e significa hoje o estudo científico da origem e da história de palavras.


Etimologia é a parte da gramática que estuda a história ou origem das palavras e da explicação do significado das palavras através de seus elementos (morfemas). Estuda a composição dos vocábulos e a sua evolução.

Mas não é para isso que estou fazendo essa reflexão. 


Gostaria de deixar uma dica muito importante para quem quer se aprofundar na própria linguagem, para quem quer aprender a ler e a escrever corretamente. E não é nada sobre regras ortográficas, ou sobre regularidades ou irregularidades verbais.

É uma dica simples e fácil. 
Uma dica que funciona mesmo! Mas ao longo do tempo... Por isso é preciso paciência e determinação...

Estou falando de LEITURA! 
Leia bons livros! Vivencie histórias através das páginas de um livro, incansavelmente. Não precisa nem prestar tanta atenção em como se escreve cada palavra. Seu cérebro vai registrar a ortografia corretamente, conforme a leitura for se repetindo no seu dia a dia.

Aproveite qualquer tempo que sobrar do seu dia para ler, nem que seja apenas vinte minutos. Se for uma leitura regular, com certeza, valerá a pena e você notará logo os benefícios.

Vale a leitura de qualquer livro, existem milhares de ótimas modalidades. Eu sou muito fã de romances e poesias, que é o que gosto de escrever também. Aliás, tenho três livros de poesias publicados pelo site Clube dos Autores. Vou deixar o nome de cada um com o endereço para quem quiser adquirir.
Boa leitura! 

Com carinho

Katia.

sábado, 29 de abril de 2023

Poema "Ninfa da Grécia" - Mitologia Grega


NINFA DA GRÉCIA

Apareceu por entre os oceanos
Numa miragem tão fenomenal
Que a sedução tornou-se, nos humanos
Encantamento forte e visceral

Filha da deusa, uma de suas ninfas
Casada com o fogo e de olhar fatal
Optou por morar entre as madressilvas
Amou seu homem no pecado original

Gingou suas curvas pelos grandes mares
Viveu no mundo mágico e celestial
Enfeitiçou, levou homens aos bares
Fez –se amante ousada e carnal

Deu sete filhos para o deus da guerra
Amou demais e o amor, lançou-o à morte
Deixou suas sementes no Planeta Terra
Não foi mulher de um único consorte

Quem quiser saber por onde ela anda
Quando estiver largado em braços da bebida
Deixa o amor entrar, pois nele, ela manda
Jamais irá passar de leve, ou despercebida

Se o desejo é a luz do sol, tão quente
Reconheça no olhar da musa e acredite
Na paixão que explode, inteira, de seu ventre
Que se trata, então, sem dúvida, de Afrodite

Katia Gobbi


Na mitologia grega, Afrodite é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade.

Ela foi considerada a personificação do ideal de beleza dos gregos na Antiguidade. E, na Idade Moderna serviu de inspiração para diversos artistas do Renascimento.

Na Grécia antiga, sobretudo nas cidades de Esparta, Atenas e Corinto, ela foi cultuada e associada aos prazeres carnais. Por isso, era também considerada a protetora das prostitutas e daí surge o termo “afrodisíaco”.

Os deuses gregos faziam parte da espiritualidade do povo os quais eram reverenciados e cultuados com ritos, festas e oferendas. Na mitologia romana, Afrodite é correspondente à deusa Vênus.