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Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 31 de março de 2026

Um Espaço para quem busca Transformação Interior

 


Querido leitor.


Ao longo do tempo, o Blog Kátia Gobbi se tornou muito mais do que um lugar onde publico textos. Ele se transformou em um espaço de encontro — de reflexão, silêncio, perguntas profundas e pequenos despertares. Muitas pessoas chegam até aqui em busca de sentido, clareza interior ou simplesmente de um momento de pausa no meio da correria do dia.

E foi justamente por perceber essa conexão tão bonita que senti vontade de dar um novo passo. Criei não apenas uma newsletter. Criei um vínculo para aprofundarmos essa jornada.


Um espaço  para caminharmos juntos



Por que estou criando essa newsletter?

Escrever sempre foi, para mim, uma forma de compreender a vida e de compartilhar caminhos de transformação interior. Com o tempo, percebi que muitos leitores desejam algo além de apenas ler um texto ocasionalmente. Querem acompanhar reflexões com mais proximidade, receber conteúdos que ajudem na prática do autoconhecimento e participar de uma comunidade que valoriza o crescimento interior.

O Palavras Nossas nasceu com esse propósito. Um espaço mais próximo, mais contínuo, mais vivo.

O que você vai encontrar?


Ao se inscrever, você receberá diretamente no seu e-mail:


✨ Reflexões profundas sobre autoconhecimento e transformação interior

✨ Textos inéditos que nem sempre aparecerão no blog

✨ Exercícios e pequenas práticas de reflexão

✨ Séries especiais de desenvolvimento pessoal


A ideia é compartilhar um espaço de leitura que não seja apenas informativo, mas transformador. Assinatura gratuita e opção de apoio. A inscrição é gratuita e você já poderá acompanhar todos os conteúdos principais.

No futuro, também haverá uma opção de assinatura para quem quiser apoiar este trabalho e receber conteúdos especiais, como:


• séries exclusivas de reflexão

• planos de ação para desenvolvimento pessoal

• textos mais aprofundados

• conteúdos especiais para a comunidade


Um convite:


Se você sente que os textos do blog já tocaram algo dentro de você em algum momento, talvez este novo espaço também faça sentido na sua jornada.


Será um prazer caminhar com você por lá.


👉 Clique aqui para se inscrever na newsletter



Nos vemos por aqui.

Com carinho,

Kátia Gobbi








segunda-feira, 30 de março de 2026

AFINIDADES DO AMOR - Conto -




Amanheceu.
O sol entrou pela janela do quarto e banhou o corpo de Agatha, enquanto ela se espreguiçava sonolenta. A noite fora agradável no clima ameno de verão e a ausência do lençol a fez apreciar a sensação do calor na pele exposta pelo lingerie. Abriu os olhos e tateou a cama, à procura de John. Sentiu somente a maciez do lençol ainda quente, certificando-a de que ele estivera ali há poucos minutos. Ouviu o barulho do chuveiro e sentiu o cheiro tão familiar de xampu. E sorriu.
 

terça-feira, 17 de março de 2026

Conto - O AMOR É MESMO ASSIM


                  
 Ela abriu os olhos devagar. O dia mal amanheceu e seu sono a abandonou, completamente. Com o coração pulando no peito, lembrou-se da noite anterior passada em companhia de seus amigos. Sorriu com o canto dos lábios, enquanto se levantava da cama.                
Debaixo do chuveiro, enquanto a água caia por seu rosto e cabelos, Deane cantarolou uma canção, passeando as mãos pelo corpo ensaboado. Há dias que não se sentia tão bem. Há dias que não se sentia tão dona de si. Ela saiu do banho com a alma lavada, forças renovadas e uma esperança no olhar. 

                O café da manhã teve mais sabor. Nem mais se lembrava de como o aroma de um pão quentinho lhe abria o apetite, de como gostava do queijo no meio do sanduíche, de como deixar a mesa cheia de guloseimas lhe dava prazer.             
Sorriu outra vez ao se lembrar da noite anterior, que também fora um prazer. Tanto chegar ao show bar na hora marcada quanto ao ver quem já estava lá, além dos amigos habituais. E foi um prazer perceber o sangue ferver, enquanto calafrios de satisfação percorreram seu corpo. 

E aquele olhar! Os sentimentos que ele nem sequer tentou esconder transpareceram naquele olhar, magnetizado pelo foco que o corpo dela lhe proporcionava. E como foi intenso! Cheio de expectativas, pleno de admiração ao percorrer desde os olhos, cabelos, boca, cintura, coxas, pernas, pés... Sentiu-se excepcional perante o seu perscrutante olhar. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

UM CONTO DE NATAL


Querido leitor.

Esse é um texto escrito sobre a esperança que o Natal pode trazer para as pessoas se cada um fizer a sua parte. Não é uma história real, mas poderia ser. Em todo o mundo existem pessoas que podem e devem ajudar os mais necessitados, seja com uma palavra de carinho e incentivo, seja com presentes, seja com emprego. Todos podem fazer a sua parte, basta querer. Se as riquezas do mundo fossem divididas entre todos, não haveria fome e miséria. Não haveria guerras, não haveria o mal. Não estou dizendo que deveríamos dar tudo de mão beijada, não! Acho que todos nós temos o direito e o DEVER de trabalhar, batalhar por suas conquistas, ter responsabilidades e viver dignamente. Isso se a ganância não tivesse se apoderado do ser humano e distorcido o verdadeiro significado da VIDA.
 
UM CONTO DE NATAL

terça-feira, 2 de maio de 2023

OLHAR DE FOGO - Conto

Na madrugada fria, algo a despertou. Não soube ao certo o que a fez sobressaltar-se. Sentou-se na cama, assustada, olhou através da janela do quarto e, aguçando os ouvidos, nada ouviu além do ruído forte dos trovões e da chuva que caia, abundantemente lá fora, onde a escuridão predominava na paisagem. Mesmo assim, não conseguiu mais dormir, quase certa de que estava em perigo.


Horas se passaram e ela continuou sentada na cama, abraçada às próprias pernas, só esperando o dia amanhecer. Mas antes que o sol despontasse no horizonte, ouviu um barulho estranho, vindo de longe, fazendo-a levantar-se e dirigir-se à porta de entrada da casa, automaticamente, como se uma força estranha a estivesse manipulando, como se não soubesse o que estava fazendo. Girou a maçaneta, abriu a porta e saiu.


Logo, a chuva caiu pesadamente sobre ela, encharcando completamente sua roupa de dormir, machucando seu rosto com pingos grossos e gelados. Os pés, descalços na relva, estavam como que pisando em nuvens, adormecidos pelo transe, sem estímulos sensoriais, fazendo-a andar a esmo no meio do mato íngreme e assustador.

Parou ao chegar perto do rio, ouvindo o barulho da água e sentindo a terra firme e molhada debaixo dos pés. A chuva diminuiu aos poucos, nuvens carregadas dando lugar ao céu iluminado pela lua cheia.


Olhou ao seu redor, atenta pela primeira vez, desde que saíra de casa. A primeira coisa que chamou a atenção da moça foi uma pequena claridade a alguns metros dela. Uma luz brilhante, direcionada para o nada, iluminava as folhas molhadas das árvores. Adiantou-se, chegou até ela e a pegou, uma pequena luminária de mão, caída e acesa no chão.


Assustada e então consciente de onde estava, a garota Iluminou o caminho percorrido, começando a voltar por onde já havia passado. Ouviu passos atrás de si e parou de andar. Imóvel, ouviu as folhas estalando no chão, devagar. Recomeçou a caminhar sem olhar para trás. O barulho continuou ainda mais forte, enquanto ela apressou o passo.



Desesperando-se, correu cada vez mais rápido, mas o que a seguiu aumentou a velocidade, fazendo-a olhar para trás ao senti-lo perto demais. Então o viu, um enorme cão negro, com o tamanho de um urso e uma mandíbula afiada na boca entreaberta. E o mais assustador é que tinha os olhos vermelhos como fogo.


Não pode evitar o grito que saiu de sua garganta diante daquela visão. Tropeçou em seus próprios pés e caiu, para levantar-se rapidamente e recomeçar a correr. O animal estava cada vez mais perto, uivando horrorosamente à lua cheia, cada vez que ela se escondia por detrás das nuvens.


Tropeçou e caiu outra vez no chão forrado de folhas molhadas. Quando achou que estava perdida, prestes a ser pega, arranhada, devorada pelo gigante cão negro, fechou os olhos, sentindo o bafo dele em seu rosto, o hálito fétido e os grunhidos deixando-a imóvel, estirada no solo, de barriga para baixo até que não ouviu mais nada.


De repente, ele sumiu.


Ela se levantou, devagar, olhando à sua volta, sem reconhecer o ambiente em que estava. Com a luminária ainda em mãos, procurou vestígios para tentar encontrar o caminho de volta para casa e recomeçou a andar. Os pés descalços pisaram em uma poça com um líquido espesso que não parecia ser água. Parecia ser... Sangue! 
Chocada e com muito medo, iluminou o chão onde pisava e viu ao lado, as partes de um corpo estraçalhado pelas garras do animal.


Gritou com força, até que sentiu alguém tocar atrás de seus ombros com as mãos, virando-a para si.


A lua reapareceu e iluminou-o. Um homem alto e musculoso, envolto num manto com o capuz escondendo seu semblante e por alguns instantes, de cabeça baixa, enquanto ela se debatia e batia nele com os punhos serrados, tentando escapar de seus pulsos fortes.



Mas quando ele finalmente encarou a moça, olhando-a diretamente com seus olhos vermelhos como fogo, com o poder da hipnose em sua mente, ela acordou sobressaltada. Estava de volta à sua cama, em seu quarto, molhada de suor, com o livro “A Maldição da Lua Cheia” em seu peito.


Relembrando o pesadelo que tivera, aliviou-se percebendo que fora um sonho estranho e assustador. Mas, um sonho. Vendo que faltavam algumas horas para amanhecer, aconchegou-se na cama e adormeceu novamente.


Quando acordou de manhã, ouvindo batidas estranhas na porta, levantou-se e vestiu o roupão para abri-la. Para sua surpresa, cinco cãezinhos olhavam para ela de dentro de uma cesta de vime. Todos com olhos cor de fogo. 




Katia Gobbi